terça-feira, 7 de maio de 2013

Vida mentirosa...

Vida mentirosa...


Era uma vez um caderno velho,
Uma caneta antipática,
Um ventilador com dor,
Uma blusa cara,
Um livro magro,
E um estojo com amor.
Já pensou se tudo tivesse vida?
Jamais! Isso é viver uma mentira...
É algo imaginário...
Mas, com certeza, é algo mágico!
Como um guarda-roupa murmurando ou uma caneta falando...
Mas isso é arte! É criatividade!
Que tenhamos sonhos!
E que tudo que vivermos tenha a suavidade dos sonhos!


Autora: Ingrid (minha filha)

terça-feira, 30 de abril de 2013

O cipoal de estupidez numa republiqueta bananeira chamada Brasil

 
 
 
 
O jornalista Reinaldo Azevedo é um dos mais brilhantes da grande imprensa brasileira. Seu blog está dentro do site da maior e mais importante revista semanal da América Latina que é a revista Veja. Dito isto, que é óbvio, mas que tem de ser dito, chamo a atenção para o fato: Reinaldo, embora não tenha formação em Direito, vai ocupando o espaço que deveria ser dos juristas naquilo que concerne ao momento político brasileiro.

Digo isto porque sou, além de jornalista, bacharel e mestre em Direito pela UFSC e advogado com inscrição na OAB do Estado de Santa Catarina.

O fato do jornalista Reinaldo Azevedo estar ocupando o espaço dos juristas - e com muita competência, deve-se assinalar - revela uma faceta cruel da virtual ditadura bolivariana implantada no Brasil. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já está emasculada e reza pela cartilha petista. Os verdadeiros juristas que no passado honraram as letras jurídicas não existem mais. Os que se pronunciam hoje na área do Direito, além de incompetentes e chicaneiros vulgares, são militantes da “causa bolivariana”, metáfora que virou moda para escamotear aquilo que todos sabem o que é, ou seja, o comunismo do século XXI.

Na área do Direito há uma corrente de idiotas que pregam o direito alternativo, ou “direito marxista” o que é uma histriônica idiotice, porquanto a teoria comunista classifica o Direito como um instrumento de opressão que deverá ser banido nas sociedades que alcancem o “nirvana socialista”. É um troço completamente imbecil mas que vem sendo ensinado nas faculdades de direito pelo Brasil afora.

Diariamente é feita a lavagem cerebral nas salas de aula dos cursos de Direito. Das escolas de Direito está emergindo um monte de idiotas cujos cérebros foi abduzido pelos tarados ideológicos do direito alternativo. Essa gente já alcança a OAB, a magistratura e o ministério público e demais instâncias da área jurídica.

O resultado dessa infâmia já se pode constatar na prática pela ausência da OAB ante a afronta ao Estado de Direito Democrático que acaba de ocorrer com a denominada PEC bolivariana do PT.

Numa outra ponta, está o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tratado como a casa da mãe joana. Basta ler, ver e ouvir os meios de comunicação. Normalmente as matérias discutem se o PT vai ou não conseguir fazer a maioria dos ministros! como o finado caudilho bolivariano fez na Venezuela.

Em linhas gerais é isto que está acontecendo com o apoio da grande mídia sob o severo controle de um bando de bundas sujas completamente ignorantes e idiotas e, sobretudo de incompetência invulgar, que se intitulam jornalistas, mas que na verdade fazem parte da patrulha petista.

As exceções confirmam a regra. E dentre elas está o jornalista Reinaldo Azevedo que acaba tomando - felizmente - o lugar dos juristas ausentes para lançar um pouco de luz e lucidez nesse apagão de inteligência que se abateu sobre o Brasil, principalmente nesta última década sob o domínio do PT e sua base alugada, o que só reforça a trágica vocação do país para ser uma eterna Republiqueta Bananeira.

Por isso transcrevo a seguir análise formulada por Reinaldo Azevedo em seu blog, com link para leitura completa dos seus escritos. Do ponto de vista jurídico, está irretocável, embora como frisei, Reinaldo não tem formação jurídica, mas tem de sobra a inteligência que a maioria não tem:

Quando os senhores ministros do Supremo Tribunal Federal tomarem seus assentos naquelas vetustas e enormes caderias para decidir sobre os embargos infringentes — e, a depender do desfecho, a desmoralização do Judiciário será o corolário fatal —, terão pela frente dois caminhos: um deles é seguir a Lei 8038, de 1990, que disciplina os processos penais nos tribunais superiores e que não prevê embargos infringentes, o que, parece óbvio, torna matéria vencida o Artigo 333 do Regimento Interno do STF, que abriga esse expediente. O outro é declarar a prevalência de um regimento interno sobre uma lei, contrariando prática do próprio tribunal. Nota: na Constituição de 1967, o regimento do tribunal tinha força de lei; na de 1988, não.
“Contrariando prática do próprio tribunal, Reinaldo?” Sim! O Artigo 331 do Regimento Interno do STF prevê embargos infringentes para Ação Direta de Inconstitucionalidade. Ocorre que a Lei 9869 veio a disciplinar a questão e não previu os ditos-cujos, e o STF passou a considerar, então, que eles não são mais cabíveis nesse caso.
Ora, se um artigo do Regimento Interno deixa de ser considerado pelo Supremo em razão de uma lei — e isso me parece correto porque lei pode mais que regimento —, os ministros que admitirem a possibilidade de embargos infringentes para os mensaleiros estão obrigados a explicar por que o 333 estaria ainda em vigência. Se uma lei pôde revogar o 331, por que uma lei não terá revogado o 333?
É bom que os senhores ministros do Supremo olhem à sua volta e percebam o espírito do tempo. A onda de desmoralização do Judiciário na América Latina começou com Hugo Chávez, na Venezuela, e foi contaminando outros países. A PEC petista aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, que tornaria o STF uma corte de bananas, é parte desse processo.
Não estou cobrando que os ministros recusem o expediente dos embargos infringentes para dar uma resposta aos petistas. Isso é besteira! O tribunal não tem de se meter nessa baixaria. Eu estou cobrando, isto sim, duas coisas:
- que o STF siga a Lei 8038 — ou, então, explique ao Brasil por que ela não vale;
- que o STF siga a prática do próprio STF no caso do Artigo 331. Se não o fizer, terá mais explicações a dar e estará lançando sombra sobre a sua própria independência. De Blog do Reinaldo Azevedo

fonte: http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2013/04/o-cipoal-de-estupidez-numa-republica.html

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Professor da FGV fala sobre o diferencial competitivo

Nas dependências da Faculdade de Porto Velho, com a parceria da Fundação Getúlio Vargas, aconteceu nesta segunda-feira, 29 de abril de 2013, a palestra "Conhecimento gerencial globalizado: o diferencial competitivo do início do século XXI".
Aos participantes do evento, acadêmicos e profissionais de diversas áreas, a organização pediu um quilo de alimento para distribuição às comunidades carentes do município.
A palestra começou às 19h e 30min e foi conduzida pelo renomado professor Marcus Vinicius Rodrigues, doutor em engenharia de produção, mestre em administração de empresas e especialista (MBA) em formação de executivos. Ele é professor adjunto da FGV no Brasil, atualmente lotado na Diretoria Internacional da FGV como coordenador de projetos.
O professor Rodrigues é um dos profissionais mais requisitados e reconhecidos nos programas de capacitação de executivos no Brasil.
A palestra enfocou a importância da atualização contínua dos profissionais diante dos novos desafios globais, da abertura de novas fronteiras de oportunidades que aguardam profissionais arrojados e desprendidos, que saibam valorizar o conhecimento adquirido no decorrer da carreira, para aplicação imediata diante das oportunidades que surgirem.
Gentilmente concedeu a este blog uma rápida entrevista e deu um recado aos profissionais locais: "se vocês não aproveitarem essa grande oportunidade que é a rodovia que liga o Brasil ao Peru, a saída para o Pacífico, outros virão para assumir esses postos de trabalho", arrematou.

Por Wagner Pedraza


Veja fotos:










 

domingo, 21 de abril de 2013

Dia do Basta à Corrupção em Porto Velho/RO, na Praça da Ferrovia Madeira Mamoré

Aconteceu em Porto Velho, RO, 21/04/2013, lá na Praça da Ferrovia, o evento promovido pela sociedade civil organizada, com apoio do Ministério Público de Rondônia, via Promotoria de  Justiça de Defesa da Probidade, o chamado "Dia do Basta à Corrupção".
Levanta-se contra a maré desse mal que solapa e assola o nosso país, milhares de pessoas envolvidas na luta contra esse câncer nacional, uma das maiores vergonhas "postais" da nossa Pátria, a CORRUPÇÃO!
Dentre os objetivos dessa mobilização da sociedade civil brasileira organizada é a não aprovação da PEC 37, que está sendo chamada de PEC da corrupção, porque propõe a retirada do poder investigativo ao Ministério Público brasileiro.
Centenas de pessoas dos mais diversificados segmentos sociais compareceram ao evento.
Veja fotos abaixo.
 
 
Opinião
 
Em férias ou a negócios no exterior, podemos olhar melhor de fora para dentro do Brasil, com outros olhos.
É lá de fora que constatamos o que ouvimos ou lemos a respeito de algumas opiniões sobre o nosso País.
Já no finalzinho da Era Lula, a impressão que se tinha quando se viajava para o exterior, era a melhor.
Do estrangeiro vemos o que temos de pior. Não é a ausência da auto-estima, como alguns dizem por aqui. Claro que é importante ao cidadão "orgulhar-se" da sua terra, do seu lugar de origem. Apesar disso, creio que antes mesmo do trabalho e da valorização pela "auto-estima", primeiro deve-se agir com respeito e zelo em prol do cidadão.
Não do "zelo e respeito" no sentido "assistencialista", mas no sentido inclusivista sócio-econômico participativo-cooperativo e cultural.
Até hoje estamos esperando que isso aconteça, sem que haja algo de concreto. Aliás, de concreto mesmo só os desvios bilionários de obras e serviços públicos que aguardam na fila dos escombros da corrupção o "algum dia vai acontecer".
Em pindorama existe uma estranha cultura-estrutura social que, de certo modo, passivamente, avaliza, aplaude e observa contemplativamente, a CORRUPÇÃO elevada, descontrolada e generalizada dentro das nossas Instituições, ditas democráticas.
O indivíduo precisa se entender e estar em posição de responsabilidade com a produção e o desenvolvimento do nosso País. Para tanto é necessário capacitá-lo, dentre outras medidas.
A "nossa corrupção", possivelmente, está entre aquelas de níveis mais elevados do Planeta e retira essa capacidade produtiva de um projeto de desenvolvimento nacional que bifurcaria na questão da "auto-estima".
A manifestação da CORRUPÇÃO nada mais é do que o egoísmo em movimento, a favor dos fins e interesses exclusivamente pessoais ou de um grupo de interesses.
Lá fora, refletindo sobre o assunto e olhando para o nosso Brasil, nos vem a convicção de que se o índice de corrupção no Brasil não fosse tão alarmante, certamente estaríamos concorrendo para figurar entre uma das três maiores potências mundiais, senão a primeira.
A opinião unânime lá fora é a de que o Brasil, junto com a China são os países do momento e de grandes oportunidades. Somos descredibilizados, todavia, devido à cultura da CORRUPÇÃO descontrolada.
Finalizo parabenizando a Comissão Organizadora do Movimento do Basta à Corrupção, aos incansáveis Giselle Pini e Sáimon Rio, propagadores desse auspicioso movimento em Porto Velho, ao aguerrido João Afonso, promotor de justiça, que com a sua equipe da Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade estão enganjados nessa luta tão importante, à sociedade portovelhense que compareceu comprometida com esse evento cívico e libertário para o Estado brasileiro.
Veja listão do ranking mundial da corrupção, de acordo com a ONG Transparência Internacional: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/brasil-continua-mal-no-ranking-mundial-da-corrupcao

[...]  A Decomtec e a Fiesp fizeram uma pesquisa e chegaram ao resultado de que ANUALMENTE o Brasil perde com a corrupção 2,3% do seu PIB, isso é R$ 69 BILHÕES de reais [...] (Daay Alves: http://lista10.org/diversos/os-10-paises-mais-e-menos-corruptos-do-mundo-2011/)
 

Por Wagner Pedraza 
 
 



























sábado, 19 de janeiro de 2013

Aposentada viaja o Brasil há 20 anos pregando o Evangelho nos aeroportos

18/01/2013-05h00
 
Wilhan Santin
Colaboração para a FOLHA, em Londrina
 
 
A aposentada Isaura Lima Lopes, 79, peregrina por aeroportos brasileiros para pregar o Evangelho. Passa 20 dias por mês morando nos terminais. Dorme nas cadeiras e se banha nos lavatórios.
Ela diz fazer isso há 20 anos. Há 40, é surda, mas fala bem. Em Londrina (PR), onde fica até 25 de janeiro, já é figura conhecida no aeroporto. Em Porto Alegre, recebeu em outubro um diploma de reconhecimento público do Corpo de Bombeiros.
*
Depoimento:
Minha primeira viagem foi de Recife a Campina Grande (PB), de ônibus, em 1953. Nunca mais parei de viajar.
Cheguei a ser noiva, estava até com o enxoval pronto. Então orei e descobri que minha missão era andar pelo país e evangelizar. Acabei ficando solteirona.
Sou cristã, mas não pertenço a nenhuma igreja.
Nasci em Goiana, na zona da mata do Estado de Pernambuco, filha de sitiante. Só consegui completar o primeiro grau nos estudos.
Aos 38 anos perdi a audição. Usei aparelho auditivo por seis anos, até que ele sumiu. Nunca mais usei.
Não sinto falta de escutar. Sempre carrego papel e lápis para que as pessoas que conversam comigo possam escrever o que desejam dizer [a Folha fez a entrevista com ela dessa forma].
Para me manter, vendia livros religiosos. Consegui me aposentar com um salário mínimo em 1984, por invalidez.
Há 20 anos, recebi uma mensagem de Deus, dizendo que minha missão deveria alcançar a classe mais rica do país, que anda de avião, e também os funcionários dos aeroportos. Por isso minha vida é assim.
Já estive em todas as capitais do Brasil. Em novembro de 2011, recebi outra mensagem de Deus, pedindo a minha permanência durante 20 dias em cada cidade. Então, do dia 5 ao 25 de cada mês, fico em algum aeroporto.
Durmo nas cadeiras. Tomo banho nas torneiras dos banheiros reservados aos deficientes físicos, pois neles posso trancar a porta.
Costumo fazer isso de madrugada, para não atrapalhar os outros usuários.
É desconfortável, mas faço tudo por amor a Jesus. Não posso sair para dormir em hotéis ou albergues. Pode acontecer de algum passageiro precisar falar comigo durante a noite.
CAPITAL
Sempre no dia 25 de cada mês, retorno para a quitinete que mantenho alugada em Valparaíso de Goiás [GO]. Pago R$ 200 por mês.
Eu devo sempre partir do aeroporto de Brasília para o meu destino seguinte.
Deus tem apreço pela nossa capital federal.
Compro as passagens com antecedência, sempre ida e volta. Assim economizo. Já cheguei a fazer empréstimos para comprá-las. As doações que recebo nos aeroportos me ajudam nas contas, mas não peço nada a ninguém.
Já tenho os meus próximos destinos: São Luís [MA], Porto Velho [RO] e Aracaju [SE].
Sei que tenho sobrinhos em São Paulo e acho que uma das minhas três irmãs está viva. Porém, há muitos anos não os vejo.
Minha vida passou a ser os aeroportos. Em todos, sou bem recebida. As pessoas me procuram, querem conversar, pedem orações. Só falo para quem quer me ouvir.
Tudo isso é muito para uma pessoa pobre. Sou a velhinha mais feliz do mundo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1216644-aposentada-viaja-o-brasil-ha-20-anos-pregando-o-evangelho-nos-aeroportos.shtml

domingo, 28 de outubro de 2012

Lei de Cotas começa a valer em todo o País

 
O governo federal publicou o decreto 7.824/2012 que regulamenta a Lei de Cotas (lei 12.711/2012) nesta segunda-feira (15). O decreto foi assinado pela presidente Dilma Rousseff na última quinta (11).
O critério racial acompanhará, pelo menos, a proporção de pretos, pardos e indígenas do Estado de acordo com o último censo divulgado pelo IBGE. Cada estabelecimento poderá ampliar esse percentual.

Haverá também um critério social: metade das vagas reservadas serão destinadas a candidatos em que a renda bruta por pessoa seja igual ou inferior a “um inteiro e cinco décimos” de salário mínimo.
Segundo o decreto, os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderão ser utilizados como critério de seleção para o ingresso nas instituições federais vinculadas ao MEC (Ministério da Educação) que ofertam vagas de educação superior.
As universidades terão que implementar, pelo menos 25% da reserva de vagas a cada ano, devendo a lei estar completamente em vigor até 30 de agosto de 2016.

Escola pública

A lei de cotas estabelece que 50% das vagas das instituições federais (universidades e institutos) serão destinadas a alunos de escolas públicas. No caso das universidades, o candidato cotista precisará ter cursado “integralmente o ensino médio em escolas públicas, inclusive em cursos de educação profissional técnica”.
O mesmo vale para as escolas técnicas: metade das vagas ficarão para os alunos que fizeram todo o ensino fundamental em escolas públicas, sempre observando os critérios sociais e raciais.

MEIOS DE COMPROVAÇÃO AINDA SERÃO DEFINIDOS

Art. 9º
O Ministério da Educação editará os atos complementares necessários para a aplicação deste Decreto, dispondo, dentre outros temas, sobre:
I – a forma de apuração e comprovação da renda familiar bruta de que tratam o inciso I do caput do art. 2º e o inciso I do caput do art. 3º; e
II – as fórmulas para cálculo e os critérios de preenchimento das vagas reservadas de que trata este Decreto
Em abril deste ano o STF decidiu por unanimidade que as cotas são válidas
Por unanimidade, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram no dia 26 de abril deste ano a favor das cotas raciais em universidades públicas. Todos os 10 ministros votantes seguiram a opinião do relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, que se disse a favor da constitucionalidade da medida. O ministro Dias Tóffoli não participou do julgamento, já que, quando era advogado-geral da União, deu parecer favorável às cotas.

Votos dos ministros

Último a votar, Ayres Britto afirmou que quem não sofre preconceito por causa da cor da pele tem uma “vantagem competitiva”. “Aquele que sofre preconceito internaliza a ideia de que a sociedade o vê como um desigual, por baixo. E o preconceito quando se generaliza e persiste no tempo, se alonga, como é o caso do Brasil, ele vai fazer parte das relações sociais de base, que são aquelas relações sociais que definem o perfil de uma sociedade.”
Mesmo seguindo o voto do relator, o ministro Gilmar Mendes alertou para uma eventual futura inconstitucionalidade do modelo da UnB (Universidade de Brasília), que não leva em conta, por exemplo, critérios sociais. “Tenho muitas dúvidas em relação ao critério puramente racial. Aqui, não se contempla, permite-se uma possível distorção. Essa distorção precisa ser realmente enfocada. O modelo da UnB padece desse vício, podendo gerar distorções e perversões. Esse é um modelo que está sendo experimentado, cujas distorções vão se revelando no seu fazimento, e que reclama aperfeiçoamento.”
Para Cezar Peluso, as políticas de ações afirmativas precisam ser aplicadas de olho no futuro. “Essas políticas públicas estão voltadas ao futuro. Elas não compensam [atitudes anteriores]. Elas estão atuando sobre a realidade de uma injustiça”, afirmou.
Joaquim Barbosa, o único ministro negro da Corte, votou brevemente, seguindo a posição do relator. “Meus pontos de vista sobre a matéria [a favor das cotas] são mais do que conhecidos. Já publiquei há onze anos uma obra sobre o tema”, disse.
Rosa Weber seguiu, “na íntegra”, o voto de Lewandowski e usou a disparidade social brasileira para justificar sua opinião. “O fato é que a disparidade racial é flagrante na sociedade brasileira. A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela”, disse. “O sistema de cotas visa oportunizar aos negros, no caso a UnB, o acesso à universidade brasileira. Assim, as razões se inclinam para manutenção do sistema.”
Luiz Fux, professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), instituição que adota política de cotas para negros, disse que recebeu uma carta de alunos da instituição defendendo as ações afirmativas. “Uma coisa é não fazer. Outra coisa é fazer. Uma coisa é vetar a discriminação. Outra coisa é implementar políticas que levam à integração política e social do afrodescendente, diante dessas ações afirmativas e dessa integração acadêmica”, afirmou Fux.

Ações

Uma das ações sobre as cotas raciais em universidades foi impetrada pelo DEM em setembro de 2009, pedindo a suspensão delas na UnB. Na ação, o partido afirma que esse tipo de reserva de vaga fere a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação e afeta o próprio combate ao racismo.
Na época, o STF negou uma liminar para cancelar a adoção das cotas na universidade.
A ela, se junta o recurso de um estudante do Rio Grande do Sul que não teria sido aprovado para administração na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Segundo ele, outros candidatos com notas menores que as dele, beneficiados pelo sistema de cotas, ingressaram no curso.

Voto do relator

“Qualquer critério adotado colocará candidatos em vantagem e desvantagem, porém é preciso observar o ganho para a sociedade como um todo”, afirmou Lewandowski. “A política de reserva de vagas não é de nenhum modo estranha à Constituição.”
Para o ministro, as cotas precisam ter características “transitórias”, com tempo de duração limitado. “[Seja pelo] Tempo necessário para que se alcance a isonomia e a justiça material”, disse. Lewandowski diz que reconhece, na política de cotas da UnB, a característica de transitoriedade -já que o processo passa por uma revisão a cada dez anos- e que os métodos de seleção na instituição são “eficazes”.
Antes, a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, também havia se posicionado favoravelmente às cotas.

Prouni

Apesar de previsto, o plenário do Supremo não continuou o julgamento da Adin (ação direta de inconstitucionalidade), impetrada por DEM, Confenem (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino) e Fenafisp (Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social), que questiona os critérios de seleção (raciais e sociais) do Prouni.
A análise começou em abril de 2008, mas um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa interrompeu o julgamento. O relator do processo é o atual presidente do STF, Ayres Britto.
Em 2010, durante as eleições presidenciais, a então candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, trocaram farpas sobre a ação do DEM contra o Prouni.


Extraído de: http://painelpolitico.com/2012/lei-de-cotas-comeca-a-valer-em-todo-o-pais/, em 28/10/2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ao saudoso João Vicente... um homem de Deus!

Há tempos vinha ensaiando escrever algo em homenagem à memória do saudoso João Vicente André, meu amigo. 
A relutante idéia de por no "papel" algo que desejava escrever pode ser a matiz do medo interno de ter que tocar num assunto que não me traz boas lembranças... A morte física do meu amigo e pastor...
Mas, enfim, chega aquele momento em que a gente dá uma paradinha, encara os fatos e inicia o exercício de expressar a palavra entalada na garganta e o sentimento guardado no peito, "a sete chaves"... 
João Vicente, um grande homem de Deus, partiu do nosso meio no dia 04 de junho de 2011, jovem, com 46 anos de idade, vitimado por uma diverticulite, na sala de cirurgia.
Para nós a sua partida foi uma perda muito dolorosa e difícil. Ele não era apenas o meu pastor e da minha família. Tornamo-nos amigos pessoais.
Lembro-me de quando ele e sua amada Silvana estavam saindo de Porto Velho rumo ao Sul do país. Era 17 de março de 2011, dois dias depois do meu aniversário, data esta que o fez permanecer na capital de Rondônia, para prestigiar-me... O JVA era assim... importava-se mesmo com as amizades que tinha e sabia como prestigiar, valorizar e cultivar boas amizades. Aprendi muito disso com ele.
Recordo-me bem que na manhã daquele dia, a caminho do trabalho, por volta das 7h e 30min., passamos na casa deles para uma breve despedida, mas o casal não estava lá. Tinha ido tomar café da manhã de despedida com a "turma de Humaitá", como ele mesmo gostava de dizer! Uma família muito querida lá do "Guapa", cuja matriarca é a dona Maria. Então, deixamos recado com a Solange e fomos trabalhar.
Depois de bater meu ponto, retornei, agora, sem a minha esposa, que não quis me acompanhar porque não queria chorar na despedida do JVA e da sua amada Silvana. Seria a última vez que veria a face do pastor... Senti um aperto incomum no meu coração. Oramos. Daí, tiramos a foto que está nesta postagem, nos despedimos e só então partiram para uma viagem programada para durar um ano e meio de pós doutoramento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no vale dos vinhos, em Bento Gonçalves e região.
Contudo, como ele mesmo deixou escrito na página 48 do seu livro "Ser ou não ser pastor... Eis a questão! reproduzo: "De fato, Deus sempre é bom, mesmo quando sofremos, quando perdemos alguém querido, quandoa não entendemos. É como a Bíblia afirma: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que foram chamados segundo o Seu propósito" (Romanos 8.28).
Nesse ponto quero fazer uma digressão, repetir algo que já escrevi, em outro contexto.
Chegamos no "Guapa", em meados de 2006. Fomos muito bem recebidos. Uma igreja amorosa e de coração dilatado.
Até então, éramos membros de uma outra denominação, no entanto, tornou-se penoso para nós, o tráfego de moto até lá. Além da distância, estávamos contrariando a lei do bom-senso e a lei de trânsito e suas regras. Tínhamos uma pequena motoneta, de 125 cilindradas, a C100 Biz. Era montados naquele cavalo de duas rodas que andávamos pra lá e pra cá...
Ao romper a frequência aos cultos na Batista Nacional, que ficava do outro lada da cidade, recusava-me a ir em "uma igreja qualquer". Temia e não queria participar de cultos chatos e cheios de "mizuras", como diziam lá pelo Guapa, a igreja mais "fanta" de Porto Velho! conforme fazia questão de falar o JVA.
Na primeira vez em que sentei-me num daqueles bancos (ainda de madeira), desconfiado, fiquei observando o jeito daquele homem barrigudo, intrigante e instigador. Com densidade e autoridade, saiam as palavras que proferia.
Mais tarde ficamos sabendo que a simplicidade e simpatia do João Vicente, graças à intimidade daquele homem com o Senhor, destacava-se em meio às muitas titulações pessoais (doutorados, mestrados e outros "ados"). Coisa rara, como ele mesmo costumava dizer em relação a alguns profissionais por aí...
E foi assim, que já naquela primeira vez, cativaram-me suas provocações. Não tive receio. Deveria permanecer por ali mesmo. 
Quebrou-me o pedigree "central" em relação ao que aconteceria se frequentássemos uma "igrejinha de periferia"...
Com o desenrolar dos dias ficava mais evidente que havíamos descoberto uma pérola, mais uma das boas dádivas que Deus estava acrescentando em nossas vidas, sem dúvidas!
Para nós (eu, esposa e filhas), a família André, na pessoa do amigo, irmão e pastor João Vicente André, sua esposa Silvana e seus filhos, Natália, Mateus, Lucas e a sua esposa Samara, foi um acréscimo inconteste da bênção de Deus em nossas vidas.
O tempo foi passando e com os laços se fortalecendo, fomos descobrindo que o jeito sincero, franco, contestador, desafiador e incisivo do pastor causava inquietações descabidas em muita gente.
Apesar do jeitão que tinha (lembrava a "truculência" de um trator em obras!), sabíamos da necessária chicotada que a nossa carne, sem-vergonha, precisava. Coisa que o nosso ego não fica atrás, pela nossa "justiça própria"...
Não havia outro jeito, a não ser aguentar as justas "chineladas".
Passamos do convívio preliminar ao contato menos formal e, cada vez mais, de amizade sincera. Criamos vínculos fortes e passamos a entender e a respeitar, mais ainda, a identidade do "pastor-homem". Ele não tinha medo de dizer o que sentia ou o que pensava. Ele se portava e se identificava como qualquer um de nós. Despojado do ar "santarrônico", construído sob o velho estereótipo: - Ei! "vocês" são as ovelhas, "Eu" sou o "todo-poderoso" pastor! "Vejam que as coisas que vocês sentem na pele não me atingem"...
O fato de conhecê-lo em suas limitações humanas não nos deixou faltar o respeito, o amor, o carinho e a honra para com o João Vicente, pastor-homem.
Ao contrário, essa forma íntima e cooperativa nos ajudou e nos ensinou a libertar-nos de muitos conceitos errados e que apenas significavam ranço de uma falsa e hipócrita religiosidade, aquela que nos aprisiona e nos lança no fosso de uma santidade comercialista, que nos impõe regras do "não fale isso, não use aquilo, do grite e do chore!", ou, "faça isso, use aquilo"...
Sob a mentoria do João Vicente André, o pastor que não fazia questão de usar terno e nem gravata, pudemos entender, compreender e apreender que o cristão não precisa ser sisudo para ser considerado "cheio da unção" e que a graça de Deus também se manifesta no ato de confrontar cristãos para vê-los amadurecer na fé, transportando-nos da estatura de infantilidade (cristãos carnais) para compromissos mais amadurecidos; avançamos para a compreensão de que a salvação é um compromisso sério de Deus para conosco e que, por isso, ter o nome escrito na Lista Celestial é irrevogável e que o fantasma do apagar o nome do Livro da Vida é uma tarefa impossível para a "borracha do céu".
Aprendemos muito mesmo.
Ao amigo, irmão e pastor João Vicente, tivemos a oportunidade, graças a Deus, de dizer a ele, a respeito da nossa gratidão pela paciência, zelo, conselhos, dedicação, carinho, amizade e amor com que ele e sua linda e abençoada família nos acolheram e nos trataram durante todo aquele rico período que estivemos juntos naquela etapa da caminhada de irmãos em Cristo, ali, na pequena igreja do Guapa.
Bem sei que a partida dele, no tempo determinado pelo Pai, apesar de ainda não entender muito bem, deixou a clara certeza da graça, zelo, misericórdia, bondade e amor de Deus para com aquele pequeno rebanho que foi pastoreado no "Guapa", durante os anos em que aquele "doutor de sandálias" permaneceu lá. Uma igreja local, estabelecida pelo próprio Senhor Jesus, ao qual apresento a nossa gratidão pois Ele é o noivo e dono da Igreja em toda a Terra, Autor e Consumador de todas as coisas.
Ao Senhor Deus, toda a honra, glória, domínio e poder, que conforme a Sua santa vontade, guarda-nos sob as suas asas e nos defende pela força do Seu poder; nele estão as realizações dos nossos sonhos, projetos, metas e objetivos, os quais são aperfeiçoados e realizados conforme a Sua vontade, que é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2).
 
Porto Velho, 23 de outubro de 2012.
 
 
Wagner Cunha Pedraza