sexta-feira, 7 de março de 2014

Coronéis do exército venezuelano se negam a atirar contra os seus cidadãos

Num dos últimos episódios marcantes do solo chavista, Coronéis do Exército venezuelanos se negaram a cumprir ordens superiores de atirar contra o seu próprio povo.
Em descompasso, aqui na terra do samba e do futebol, O PT, da Dilma, Lula e de toda a companheirada, concorda, aplaude e elogia a sandice desse desgoverno bolivariano cubanizado de Maduro. 
É assim, afinal, que tudo se encaminha para a tentativa da implantação desse mesmo regime aqui no Brasil.
Esse episódio é mais um "porquê" sou contra a permanência desse governo do PT à frente da Nação Brasileira, dentre tantos outros motivos, enfim, para que não entreguemos o nosso voto de confiança nesse partido político que se diz em sua fachada, dos "trabalhadores".
Nesse partido está o ex presidente Lula, o seu líder máximo e que hoje é um BILIONÁRIO às custas do dinheiro do povo brasileiro.






Tres coroneles de la Guardia Nacional venezolana se insubordinaron la noche del martes, tras negarse a cumplir las órdenes del jefe de su división de incrementar la represión contra las manifestaciones de protesta en la ciudad de Valencia, al oeste de Caracas, dijeron oficiales venezolanos que están en contacto con sus homólogos en el país sudamericano.
La insubordinación se suma a una serie de informes recogidos en los últimos días de que integrantes de la Guardia Nacional se están resistiendo a cumplir con las órdenes provenientes de la cúpula chavista de incrementar la ola represiva contra los manifestantes, acciones que en un mes de protestas han dejado un saldo de al menos 18 muertos, cerca de 300 heridos y más de mil detenidos, incluyendo al líder opositor Leopoldo López.
Los coroneles –entre los que figuran el jefe de personal de la Regional 2, el de logística y el de operaciones–, se encuentran prófugos, entrando en la clandestinidad luego de que el personal militar de la base militar saliera en su defensa, impidiendo el cumplimiento de la orden de arresto emitida por su oficial superior, dijo en Miami el general Carlos Julio Peñaloza, ex Comandante General del Ejército de Venezuela.
Peñaloza, quien mantiene contacto con integrantes de las Fuerzas Armadas en Venezuela, dijo que el general de Brigada de la Guardia Nacional Arquímedes Jesús Herrera Ruso, emitió la orden a arresto luego de que sus coroneles, los tres integrantes del Estado Mayor de la base, se rehusaran cumplir con sus órdenes.
“El general [Herrera Ruso] llamó a la DIM [Dirección de Inteligencia Militar], para que los vinieran a buscar [y se los llevaran detenidos], pero en el ínterin, oficiales subalternos los liberaron y se evadieron”, dijo Peñaloza.
Los coroneles Richard Solórzano, Felipe Tovar y Elio Malpica habían recibido órdenes de redoblar la represión para terminar de aplastar las manifestaciones en la ciudad de Valencia que comenzaban a incorporar a residentes de las zonas populares.
Valencia ha sido uno de los focos de la mayor represión emprendida hasta ahora por el régimen de Nicolás Maduro. La sede la Regional Numero 2 de la Guardia Nacional, una de las nueve que existen en el país, es uno de los centros que ha acumulado el mayor número de denuncias de manifestantes torturados.
El presidente de la Organización de Venezolanos Perseguidos Políticos en el Exilio (Veppex), el teniente José Colina, dijo que los agentes de la Guardia Nacional y las organizaciones paramilitares vinculadas al chavismo, conocidas como colectivos, han cometido crímenes de lesa humanidad contra muchas de las personas que han estado manifestando en la región central.
Según los testimonios recogidos por Veppex, las violaciones de detenidos se habían convertido en práctica común dentro de la base, con casos detectados que suman más de una docena.
Organizaciones no gubernamentales que velan por los derechos humanos en Venezuela aseveran que los detenidos casi siempre son sometidos a palizas después de estar bajo custodia de los militares, y que en algunos casos son sometidos a torturas con electricidad.
En al menos una ocasión, un estudiante fue violado con el cañón de un fusil tras ser detenido en Valencia.
Pero la violencia contra los manifestantes también estaba siendo registrada y documentada en las calles, con videos y fotos de actos salvajes de represión siendo distribuidos a través de las redes sociales.
Ya los oficiales y los agentes de la Guardia Nacional han comenzado a resistir sus órdenes en Valencia y en otras ciudades porque temen que estas acciones sean detectadas y luego ellos sean acusados de cargos de lesa humanidad, comentó Colina.
“Ya las unidades no están cumpliendo cabalmente las órdenes. Y ya estamos recibiendo reportes de insubordinación por parte de los agentes”, dijo Colina, quien aún se mantiene en contacto con compañeros dentro de la Guardia Nacional.
Fuentes militares en Caracas contactadas por El Nuevo Herald en días anteriores también advierten de un creciente malestar en los cuarteles ante la represión emprendida contra los manifestantes, y cómo oficiales de la Guardia Nacional estaban tratando de aplicar tácticas para proteger a los manifestantes de los excesos.
El uso de la represión emprendida por Maduro, en lo que es visto como el intento de un líder débil de mostrarse fuerte, ha estado causando serios problemas para el régimen de Caracas, con una creciente lista de pronunciamientos de repudio emitidas por Estados Unidos, la Unión Europea y las Naciones Unidas.
Las protestas diarias, que esta semana sumaron un mes sin interrupciones, constituyen la mayor amenaza para el régimen bolivariano en más de una década y se producen precisamente cuando aumenta el descontento popular en contra de la gestión de Maduro por su mal manejo de la política económica.

Fonte: http://www.elnuevoherald.com/2014/03/06/1695397/1coroneles-venezolanos-se-insubordinan.html

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Venezuela - Calote de US$ 2 bi nas empreiteiras brasileiras


E ainda tem gente que pergunta o "porquê" sou contra a permanência desse governo do PT à frente da Nação Brasileira.
Esse é apenas mais um dentre tantos outros motivos que não entrego mais o meu voto de confiança nesse partido político, que tem na pessoa do Lula, o seu líder máximo e que hoje está BILIONÁRIO às custas do dinheiro do povo brasileiro.

Matemática simples: veja o saldo de vida financeira de todos os ex presidentes militares do Brasil e dos seus familiares e faça uma pesquisa sobre a estratosférica escalada de riqueza no aumento do patrimônio do Lula, da sua família e de toda a companheirada dele.
Não se trata aqui de querer ver os militares de volta ao poder (ditadores de direita), mas uma exigência na recusa de termos a implantação da ditadura vermelha dos comunistas no Brasil. Eles criticam o capital, mas quem é do círculo dele podem aumentar as suas riquezas. É ISSO!





Por Fabio Murakawa
De Caracas
Por Fabio Murakawa | De Caracas

Um problema que já vinha afetando os exportadores brasileiros agora passa a preocupar também as empreiteiras do Brasil que atuam na Venezuela, onde elas possuem um portfólio estimado em US$ 20 bilhões em obras de infraestrutura e saneamento. Segundo fontes consultadas pelo Valor, os atrasos nos pagamentos pelos serviços prestados pelas construtoras no país vêm se agravando nos últimos meses, e a dívida do governo venezuelano com companhias do setor já soma entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões de dólares.

As dificuldades econômicas enfrentadas pela Venezuela, dizem as fontes, são apenas uma parte da explicação desse fenômeno. A outra questão, igualmente importante, está relacionada à articulação cada vez mais falha entre os dois países sob os governos de Nicolás Maduro e Dilma Rousseff, em comparação ao que ocorria quando Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva eram presidentes.

"Antes, o Lula era amigão do Chávez. Quando eles se encontravam, destravavam todos os problemas", diz uma fonte próxima ao tema, que, como as demais fontes, pediu para não ser identificada. "Agora, com pouco dinheiro em caixa, o governo venezuelano está mais pragmático. O 'amigão' é quem traz financiamento. Nesse sentido, estamos perdendo cada vez mais espaço para a China."

O Valor apurou que cerca de 70% do endividamento do governo venezuelano com as empreiteiras brasileiras corresponde a serviços prestados pela Odebrecht.

A maior construtora brasileira é também a que tem mais projetos no país. E tinha uma relação muito próxima com Chávez. Mas, segundo fontes, essa relação começou a azedar na eleição presidencial de outubro de 2012, a última disputada pelo líder bolivariano, quando chegou aos ouvidos dos serviços de inteligência venezuelanos que a empresa se aproximou também do opositor Henrique Capriles.

"Assim como o Brasil deixou de ser o parceiro prioritário da Venezuela, em detrimento da China, a Odebrecht deixou de ter prioridade nos projetos e nos pagamentos dos atrasados pelo governo venezuelano", diz uma segunda fonte.

O Valor apurou que, por conta dos atrasos e das incertezas econômicas e políticas que rondam o país - que viveu nas últimas semanas uma onda de protestos contra o governo -, a Odebrecht está diminuindo o ritmo de obras e demitindo funcionários. A empresa emprega cerca de 13 mil pessoas na Venezuela. Dentre seus principais projetos no país estão duas linhas do metrô de Caracas, uma nova pista do aeroporto de Maiquetía, que serve a capital, uma hidrelétrica e duas pontes. A favor da empresa, diz uma fonte, ainda pesa a boa fama de entregar os projetos, apesar dos atrasos, enquanto empresas de outros países simplesmente abandonam as obras.

As outras grandes empreiteiras brasileiras - Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez - também enfrentam um aumento nos atrasos. Mas o montante devido a elas, assim como sua presença no país, são bem menores.

Consultada, a Odebrecht minimizou o problema. "O atraso nos pagamentos é normal no negócio de infraestrutura. Não tenho nenhum problema aqui que eu não tenha em outros lugares", disse José Claudio Daltro, diretor administrativo e financeiro da Odebrecht na Venezuela. "Nós temos um compromisso com o país e não temos nenhuma intenção de paralisar nossos trabalhos. Nosso compromisso é entregar todas as obras que temos contratadas", afirmou Daltro. Ele disse desconhecer os números de endividamento apurados pelo Valor.

Os atrasos nos pagamentos, tanto de exportações como relativos à prestação de serviços, sempre ocorreram na Venezuela chavista. Mas eles começaram a se intensificar no ano passado, com a deterioração da economia e as turbulências políticas, já sob o governo de Nicolás Maduro.

A disparada no gasto público, em meio a duas eleições presidenciais, entre outubro de 2012 e abril do ano passado, ajudam a explicar os problemas de caixa enfrentados por Maduro. O país também vem recebendo cada vez menos dólares com as vendas de petróleo, responsável por 96% das exportações. Segundo dados da estatal PDVSA, cerca de 350 mil barris diários, de uma produção total de 2,7 milhões de barris, são destinados a honrar créditos de US$ 40 bilhões concedidos pela China. Outros 400 mil barris são vendidos a preços subsidiados a aliados, sobretudo Cuba.

As reservas internacionais caíram mais de 30% em 2013, para US$ 20,7 bilhões, o menor nível em nove anos. Com poucos dólares em caixa, o governo, que detém as divisas obtidas com as exportações petroleiras, passou a controlar ainda mais as importações, priorizando setores essenciais, como alimentos e medicamentos.

Os importadores venezuelanos devem hoje cerca de US$ 10 bilhões a fornecedores no exterior, porque não conseguem obter do Banco Central os dólares necessários para pagá-los. A dívida com os exportadores brasileiros chega a US$ 1,5 bilhão, segundo fontes. Internamente, o resultado disso foi um aumento do índice de escassez medido pelo próprio governo. Em janeiro, o indicador subiu de 22% a 28%. A inflação disparou, de 20,1% em 2012 para 56,2% em 2013.

É unanimidade na comunidade de negócios brasileira em Caracas que a fria relação entre Dilma e Maduro tem dificultado a solução de problemas das empresas do Brasil no país. Uma fonte nota que a Venezuela foi o país mais visitado por Lula durante sua gestão, entre 2003 e 2010, assim como o Brasil está no topo da lista de países visitados por Chávez no período. Enquanto presidente, Lula esteve na Venezuela em 16 ocasiões. Chávez fez 20 visitas ao Brasil.

Maduro só viajou a Brasília uma vez depois de eleito, em maio, enquanto Dilma esteve na Venezuela apenas três vezes. Na primeira, em dezembro de 2011, Chávez ainda governava. Ela voltou para o velório do líder bolivariano, em março do ano passado, e ficou apenas algumas horas no país. Foi embora antes do discurso de Maduro, para o espanto de diplomatas, empresários e outros chefes de Estado presentes. Em abril, voltou a Caracas para a posse de Maduro.

Fontes afirmam que, sentindo a falta de uma boa interlocução entre os governos, as construtoras brasileiras passaram a contar, informalmente, com a ajuda do ex-embaixador da Venezuela em Brasília Maximilien Arvelaíz para ter melhor acesso ao Miraflores. Na semana passada, porém, ele foi designado para assumir a Embaixada da Venezuela em Washington. No novo cargo, não deve ter a mesma disponibilidade para interceder pelas empresas do Brasil.

Fonte: http://www.defesanet.com.br/al/noticia/14444/Venezuela---Calote-de-US$-2-bi-nas-empreiteiras-brasileiras/

terça-feira, 4 de março de 2014

O Tribunal de Circunstâncias e das Exceções...


A Constituição do Brasil no seu artigo 5º, inciso XXXVII, avisa a todos os que estão em solo brasileiro e à comunidade internacional: neste país “não haverá juízo ou tribunal de exceção”.
A doutrina dos nossos constitucionalistas nos ensina que há juízo e tribunal de exceção quando este ou aquele são criados ou estabelecidos, conforme for (independentemente da manipulação criativa, casuística, ideológica, religiosa ou filosófica, na indicação de integrantes para ocuparem assentos em determinados juízos ou tribunais, exceção aos especializados), a fim de estabelecer voto em julgamento de casos específicos (em sentido positivo ou negativo, conforme quiser a providência e a produção do resultado afeto ao bom ou mau julgamento em relação ao réu e à coletividade), obtendo-se por essa via, o exercício de competência não prevista constitucionalmente.
Noutro sentido, o princípio do juiz natural é a garantia da Constituinte, do Estado, ao povo brasileiro da independência e da imparcialidade de quaisquer órgãos judicantes. Assim, ninguém será julgado além ou aquém das provas produzidas nos autos. Não se julgará por favoritismo, nem por desafeição. Se isso ocorrer, então se manifestará um tribunal de exceção. A prolação da sentença deve estar jungida às provas coligidas.
E, nessa linha de raciocínio, o que seria então um tribunal de circunstâncias? Denúncia pública feita pelo republicano e ardoroso defensor da democracia no Brasil, o presidente do nosso Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa (vide link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/154303-stf-volta-atras-e-inocenta-reus-de-crime-de-quadrilha.shtml).
Outro nome para isso, mas cujo sentido é o mesmo: tribunal das exceções.
Bem, a lógica oculta que escapa do tribunal de exceção, traiçoeira, é a do tribunal das exceções, um termo sinônimo exato, (para abusar de pleonasmo e no plural), de tribunal constituído pelo Governo Federal, de um grupo majoritário de julgadores, aberto e arquitetado para promoção da defesa escancarada, patente e acintosa contra a vontade popular brasileira relacionada ao Partido dos Trabalhadores, mais especificamente, ao caso Mensalão, no julgamento ocorrido no dia 27 de fevereiro de 2014.
Esse caso é o retrato fiel e atual da Corte Suprema do Brasil.
Montou-se um palco de defesa inconstitucional e antidemocrático, o tribunal de circunstâncias e das exceções, pelas mãos da presidente Dilma (supostamente constitucional) que tem o poder delegante nas mãos e impôs ao povo brasileiro a escolha (a dedo) do time de julgadores de quem ela esperava e queria o bom julgamento para o "bem" dos seus amigos, apaniguados do seu partido político, que já estavam condenados, sob as provas irrefutáveis dos autos do processo da ação penal, por formação de quadrilha, se essa coisa toda tivesse sido conduzida de forma honesta.
Traidora da pátria e do povo brasileiro essa maioria julgadora do STF defensora das exceções.
Com desdém aos fatos, circunstâncias e contra as verdades existentes ali nos autos, esse grupo de poder, que até hoje não explicou o assassinato do "companheiro" Celso Daniel, definitivamente traz cativo aos seus interesses bolivarianos o julgamento da Corte Maior do nosso país, que deixa de ser órgão independente e imparcial, ajoelhando-se, ordinariamente, servil, por sua maioria, aos caprichos e desmandos da ditadura vermelha, distante e alheia à democracia e ao estado de direito. As más línguas dizem que houve a cobertura da garantia do “caixa dois”. Mais uma vez, paira o espírito de Judas. Venderam-se por trinta moedas e traíram à Luz?
Depois dessa, é claro que o nosso STF passa a ser um tribunal para as exceções, afinal de contas, julgou, por apertada maioria, contrariamente às provas dos autos para ser favorável aos réus, filiados políticos do PT, ligados à insurgência sul americana dos bolivarianos.
No caso em debate, as exceções vão para os camaradas do Partido dos Trabalhadores, cujo poder político afirma-se, dia a dia, acima da lei e da ordem, num país onde não se pode mais confiar no julgamento de nem um juízo ou tribunal, afinal, vinculantes são as decisões do Supremo, quando se tratar de julgados relacionados aos “companheiros” afiliados do Partido dos Trabalhadores.
Ou não será isso assim, em efeito dominó?
Quem ousará, doravante, juízo ou tribunal, julgar contrariamente ao que decidiu o tribunal das exceções quando houver réus ligados ao PT?
Será esse triste episódio, passado no terreno da nossa Corte Suprema, o começo do fim da independência do poder judiciário brasileiro e, por conseguinte, das estruturas do estado democrático de direito no Brasil?
Com a palavra, as forças políticas de reação contra esse aparelhado grupo de desmonte das instituições do povo brasileiro e da nossa soberania nacional.

Aos nacionais, aos da pátria amada, é realmente urgente reagir, não há outro caminho, pela manutenção da ordem, da lei, do estado democrático de direito da nossa RES PUBLICA!

Foto: https://www.facebook.com/soubsb

Martinho da Vila narra a história de inocente preso no Rio de Janeiro

Imagem: Domingos Peixoto/Agência O Globo
1. Um rapaz negro caminha de volta para casa em uma rua suburbana do Rio de Janeiro. Um carro com um casal para à sua frente, a mulher grita: "É ele o ladrão!". Um homem salta apontando-lhe um revólver. É o policial Waldemiro Antunes de Freitas Junior. que o obriga a deitar-se de bruços, faz a revista, constata que não encontra-se armado e o conduz à delegacia. 
2. O delegado William Lourenço Bezerra o autua, apesar dos seus gritos veementes de inocência, mesmo sem o acusado estar com o produto do roubo. Era a palavra dele contra a dela, que prevaleceu. 
3. Vinícius Romão de Souza é trabalhador empregado em uma loja como vendedor de roupas e é recém-formado em psicologia, além de ser ator que já participou de novela da TV Globo. É o orgulho da sua família, que ficou muito abalada com a notícia da prisão. 
4. O rapaz é mandado para uma casa de detenção em outro município e lá permanece por duas semanas, entre assaltantes perigosos, presos por agressões e outros negros inocentes como ele. 
5. O desespero da mãe e as andanças do pai por hospitais públicos, necrotérios e depósito de presos até conseguir descobrir onde o filho se encontrava e a notícia da prisão ser publicada pela imprensa. 
6. O drama da mulher que o acusou, agoniada pela dúvida de que tinha ou não cometido uma injustiça ao reconhecê-lo, a ponto de desejar ir retirar a queixa, o que não o fez apenas por faltar o dinheiro para a passagem. Dalva da Costa Santos é pobre. O que lhe foi furtado foram poucos reais e um telefone celular desatualizado. 
7. As reações de militantes do movimento negro e os protestos públicos dos amigos brancos do rapaz, o que levou o delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP (Engenho Novo) a impetrar um habeas corpus, documento jurídico que tem o poder de libertar indivíduos que possam estar sofrendo alguma injustiça. 
8. Procurado pela imprensa, o pai, Jair Romão, militar aposentado, declarou: "Eu sou espírita e perdoo a acusadora e o policial que prendeu meu filho". No Brasil, muitas vezes parte-se do pressuposto de que, sempre que ocorre um roubo, desde que não seja desvio de dinheiro público, um negro é suspeito. Por motivo da lentidão das nossas ações judiciais, o habeas corpus levou ainda um dia para ser cumprido. 
9. Respondendo a um jornalista sobre os dias no presídio, Vinícius disse: "Assim que cheguei, tive medo, mas tremi mais quando fui abordado porque a arma estava apontada para mim e podia disparar. Eu sou inocente e sabia que a justiça seria feita. Por isso não me desesperei e nem chorei". Perguntado sobre discriminação racial, falou: "Racismo existe, mas o que posso dizer é que todos os meus amigos nunca colocaram um apelido discriminatório em mim. Tanto nos colégios particulares em que estudei como na faculdade, todos sempre me respeitaram e eu também me dei ao respeito. Na loja de roupas onde eu trabalho, dos 17 vendedores temporários eu sou o único negro e nas outras lojas não há nenhum. Uma lição boa que tiro de tudo isso é aproveitar cada minuto simples da vida, como abrir a geladeira e beber um copo de água". 
10. A alegria da família e dos amigos ao recebê-lo. Romão ergueu os braços de cabeça erguida, com os cabelos simbólicos cortados no presídio. Sem rancor, declara: "Não tenho raiva dela. Ela sofreu um assalto, estava nervosa, acabou me confundindo. Desejo muita luz e felicidade para ela". 
Final. Vinícius atendendo a um freguês na Toulon, que o manteve no emprego, cena seguida pela cerimônia de colação de grau em psicologia. No letreiro do filme, apareceriam os amigos que o apoiaram e por fim uma imagem parada de Vinícius sorrindo e a frase: "O racismo existe".

Martinho da Vila

Folha de S. Paulo


Fonte: http://www.politicanarede.com/2014/03/martinho-da-vila-narra-historia-de.html

domingo, 16 de fevereiro de 2014

OS ESPELHINHOS

Por Nelson Viesti

Ao distribuir “espelhinhos” para o povo classe C, nosso Governo, juntamente com a cumplicidade da Mídia, assim como a dos chamados “empresários bem sucedidos” acabam fazendo o mesmo papel dos que foram a favor da ditadura militar. Agora sob a falsa idéia de uma Democracia (que, aliás, nunca é criticada), nosso país vai perdendo sua real identidade e anulando qualquer possibilidade política. Reafirmando assim, um grande analfabetismo, esmagando toda e qualquer ideologia, anulando qualquer possibilidade de um “levante” popular "desbaratinando" as massas. Vide os manifestos ocorridos em junho/julho de 2013, onde uma população agonizante tentou sair às ruas pedindo socorro, porém sem qualquer ideologia, sem uma verdadeira noção de coletividade, sem qualquer tipo de organização, mais parecendo um antigo protesto hippie da década de 70 conhecido como “happening”. E os resultados todos viram: o bom e velho hábito do abuso do poder, por parte das “autoridades” e o total desprezo do governo. É uma verdadeira tragédia, um país que não consegue produzir riquezas, mas sim gerar alguns ricos. Onde só existe um único "bolo" ( o mesmo há anos - O PIBINHO!) para se dividir em uma população cada vez maior e cada vez mais faminta. A mídia usada como ferramenta pacificadora e anestesiadora da população, “arma” muito maior do que aquela utilizada nos anos de chumbo. Um dia se publica que os empregos diminuíram e no dia seguinte publicam que os empregos aumentaram. Um dia publicam que o custo de vida diminuiu e no dia seguinte publicam matérias totalmente contraditórias. A política sendo substituída pela politicagem, os técnicos gabaritados sendo substituídos pelos políticos semi analfabetos em cargos públicos; a máquina inchada da administração pública sendo transformada em um balcão de negócios, como num mercado das “pulgas”. A dilaceração do ensino público; o abandono da infraestrutura portuária; hospitais abarrotados de indigentes; a segurança pública “largada” aos desmandos de grupos criminosos; a sociedade apoiando simplesmente a pena de morte e ou a diminuição da maioridade para apenas se livrar dos bandidos que ela mesma produziu; o transporte público, uma indústria de enriquecimento de poucos em detrimento de um povo que passa mais de 03 horas por dia pendurados nos ônibus e trens, como gado ( e se faz muita propaganda eleitoral dizendo que, agora esse tempo foi heroicamente reduzido para 02 horas e meia e com a criação “virtual” de ciclovias nas grandes capitais) ; centenas de km de corredores de ônibus criadas “a toque de caixa” com a intenção de aumentar a velocidade dos ônibus, porém com mudanças de itinerário obrigando os passageiros a fazer baldeação e perdendo mais tempo ainda do que antes; apenas favorecendo, mais uma vez, os empresários de transporte que, antes recebiam uma passagem e agora recebem várias (embora o contribuinte não pague dentro do prazo de 02 horas); ferrovias inexistentes ou inoperantes num País com dimensões continentais; o total desprezo a uma política de migração às grandes capitais, que não suportam mais receber ninguém de outros estados e nem de outras cidades; um favorecimento espúrio às indústrias automobilísticas internacionais, num país que se vende mais automóveis do que bananas e morrem mais pessoas de acidentes de trânsito por ano, do que soldados americanos em toda a guerra do Vietnam; empresários “bem sucedidos” que insistem em alegar falta de mão de obra especializada, quando o problema é falto de SALÁRIO especializado; um grande engano com a criação de projetos habitacionais, onde o governo paga uma fortuna às grandes empreiteiras, cuja qualidade/custo de construção são altamente discutíveis favorecendo assim um enriquecimento ilícito de seus construtores (cuja fortuna é igualmente dividida aos políticos corruptos que aprovam sua construção e liberação de verbas públicas para sua execução), em detrimento do miserável que irá habitar “naquilo”; obras metroviárias que custaram, por quilômetro, o dobro do que custou o túnel abaixo do canal da Mancha na Europa, sob um oceano e com a mão de obra mais cara do planeta!!!; manutenção de estradas e avenidas que custam muito aos cofres públicos, mas que efetivamente não existem e o dinheiro "sumiu"; viadutos e pontes construídos, cuja necessidade é discutível; um favorecimento também absurdo às instituições financeiras que “vendem” dinheiro a juros compostos e pagam pela mesma “mercadoria”, juros simples. Um descalabro político no Congresso Nacional, onde só se “trabalha” para lobistas garantirem o interesse de poucos em detrimento do de muitos e que não mais representa seus eleitores; campanhas eleitorais sem o menor conteúdo político real e financiadas pelos poucos favorecidos de um sistema agonizante para muitos; uma Universidade igualmente dilacerada, onde o ensino superior tornou-se apenas um mero ensino técnico e uma fábrica de diplomas. Enfim, uma sociedade que vive de aparências, de engodos, de futebol, carnaval, sem a menor noção de coletividade, anestesiada e apalermada pelos cartões de crédito, telefones celulares, bolsa disso, bolsa daquilo, vale transporte, cestas básicas, automóveis e dívidas. Um verdadeiro “Alice no País das Maravilhas”. Como os espelhinhos que nossos colonizadores distribuíam aos nativos no século XVI, afinal o interesse pela Nação, pelo visto, ainda é o mesmo: explorar e explorar. “Vamos explorar o povo, nossa rua, nosso transporte, nossa cidade, nosso local de trabalho, nossa moradia, nossa família, nosso vizinho e quando não tivermos mais nada a explorar nos mudamos para outro local e continuemos a explorar, como faz a maior parte dos predadores e roedores”. E ainda se prega a “sustentabilidade”. Para uma população que, menos de uma década atrás, se fazia do uso da enxada como seu único meio de vida, hoje tem todo tipo de bens de consumo ao seu dispor; e está classificada pelo governo como “classe média” esquecendo-se, no entanto, de que, não há infraestrutura para tal consumo. Afinal, o importante é dispor de computadores, celulares de última geração, automóveis de todas as marcas e modelos. Hospitais, escolas, empregos, segurança são apenas importantes quando se sente a falta deles individualmente e nunca em termos de coletividade. Pessoas vivendo no limite da legalidade e da moralidade pensando que a vida é mesmo assim, sem a menor referência. Sempre tirando alguma vantagem de seu próximo. Quando encontram uma placa num jardim dizendo: “NÃO PISE NA GRAMA” cospem na placa.
Já estamos com uma população carcerária de quase 700.000 pessoas ( ou até mais); menos os políticos corruptos e esta população tem dobrado a cada 08 anos. Afinal, que tipo de pessoas estamos desenvolvendo aqui? Anarquistas exploradores (como os do séc. XVI?), corruptos, marginais, delinqüentes, predadores e aproveitadores do caos? Qual o destino de uma sociedade constituída dessa maneira?
Isso não é Capitalismo Moderno... Isso é uma ABERRAÇÃO do Capitalismo.
SAÚDE, TRANSPORTE, HABITAÇÃO, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, EMPREGOS, CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE : até agora, apenas ferramentas de marketing e plataformas eleitorais.
E eu que na adolescência acreditei que esse era um País de futuro.
Que pena!
 
Fonte: http://www.folhapolitica.org/2013/05/sociologo-chico-de-oliveira-ex-petista.html

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Subversão de valores pelos líderes que dominam um povo...

"Nao existe esse negocio de meu pais ou seu pais. Os homens que fizeram essa divisao."



A verdade dói. Marconi Alves tem toda razão. Ja vivi tempo suficiente pra descobrir que os brasileiros nao amam seu país realmente. Por isso que está assim. Se o proprio povo nao ama, nao valoriza como esperar que o politico va amar ou valorizar. Ver um brasil melhor é um sonho de muitos mas isso vai demorar e muito. Porque nao adianta vc mudar de politico, "votar certo" Isso nao existe aqui no Brasil. Toda praga que entrar é pra sugar ate ultima gota de sangue porque é amparado pela lei e constituição. São as mordomias e mais mordomias que atraem esses urubus dos infernos. Entra um sai outro e assim vao fazendo seu pé de meia. O povo brasileiro tem serias dificuldades em sair do analfabetismo. O governo, empresarios, ja sabem que o povo brasileiro é manipulavel e muito facilmente. Um povo que nao se importa muito em lutar pelos seus direitos, que se acomoda com tudo e nao gosta de trabalhar. Trabalha, mas nao gosta de trabalhar. Trabalhador pra mim é aquele que trabalha e gosta de trabalhar. A maioria gosta de farra. Desses entretenimentos futeis criados justamente para manter as massas na ignorancia, na cegueira. É como uma postagem que vi no facebook hoje: " Os inteligentes sao considerados Nerds e sao excluidos e ignorados enquanto os analfabetos pobres mentalmente sao os "descolados". Pura verdade. No meu dia a dia eu tento colocar algo na cabeça das pessoas. Mostrar a vida como realmente é e como esta. Nao querem. Nao se importam. Por exemplo: Vou indicar um site aqui de um professor. Ele ensina sobre mecanica quantica, a ciencia que explica a vida e o universo e porque esta tudo desse jeito. E ensian como mudar a situação. Muitos vao la olhar o site mas quase ninguem vai querer continuar estudando. O site é: http://www.profheliocouto.com.br/#!navegao/cko7 O Marconi fez uma escolha. Nao quis continuar num pais que ele sabe que pode melhorar mas vai demora e muito. Nao existe esse negocio de meu pais ou seu pais. Os homens que fizeram essa divisao. Em qualquer lugar do mundo o ser humano tem direito de viver e ser feliz. Porem se ele vive cercado de pessoas que nao lutam pelo bem comum ele pode escolher outro lugar. Agora, se ele for igual ao povo que ele deixou aqui tera dificuldades mas se nao for, podera ser feliz. Ir para outro pais nao e um ato de covardia mas um ato de coragem. Admiro as pessoas que saem daqui e se dao bem la fora porque so se dao bem porque trabalham muito mais la fora e conseguiram se adaptar e deixar muitos costumes brasileiros pra tras. A diferença é que se trabalha muito mas, voce ve os resultados. Essa é a pura verdade pessoal. Porisso nao estou desejando feliz ano novo pra ninguem. Estou desejando feliz pessoas novas, conscientes e que tenham mais amor ao que realmente importa. 

Autor: João Carlos, in facebook: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=645915905471860&set=a.192749844121804.49307.169983389731783&type=1&theater

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Eleição SINSEMPRO/2012: Distorção e jogo de cartas marcadas




Por dois vídeos realizados nas promotorias de justiça de Ji-Paraná e Presidente Médici, por ocasião da Eleição do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia/2012  (postados no youtube), os servidores da base sindical do SINSEMPRO, lotados nas comarcas de Ji-Paraná e de Presidente Médici, juntamente com o candidato a Diretor Presidente Wagner Pedraza (Chapa Humildade, Responsabilidade e Compromisso), foram acusados pela chapa "Lutar Sempre" e pela Comissão Eleitoral SINSEMPRO/2012 de terem fraudado aquela aleição.
A chapa contrária ("Lutar Sempre"), usando da sua lógica absurda e matreira, acusou que a abertura antecipada das urnas foi fraudulenta, criminosa. Mais absurdo ainda foi que tal afirmação teve o compartilhamento da comissão eleitoral SINSEMPRO/2012.
Quais os reais motivos desse "compartilhamento" de acusação tão desonesta criada pela chapa "Lutar Sempre" e fermentada pelos integrantes da Comissão Eleitoral? Com que objetivo levantaram essa falsa imputação contra os sindicalizados de Ji-Paraná, Presidente Médici e contra o candidato a Diretor Presidente pela Chapa Humildade, Responsabilidade, Compromisso?
A verdade é que essa acusação leviana, espúria e grave é uma tentativa de desmoralização contra a Chapa Humildade, Responsabilidade, Compromisso e contra todos (as) os (as) sindicalizados (as) que lutam por uma campanha limpa, democrática e honesta.
Essa acusação não passa de claríssima tentativa de distorção dos fatos verdadeiros, com o fim exclusivo e sorrateiro de mascarar os diversos erros cometidos (conscientemente) pela comissão eleitoral, além de buscar ocultar o apoio deliberado da diretoria executiva/SINSEMPRO para que a chapa que ainda está à frente do nosso sindicato chegasse à "vitória".
É de conhecimento geral que dos 607 filiados à época da Eleição SINSEMPRO/2012, a chapa "Lutar Sempre" ganhou sob votação inexpressiva de 176 sindicalizados, em verdadeira afronta ao princípio democrático do nosso Estado de Direito (foi uma repetição do que aconteceu no processo eleitoral FIERO/2012 que, aliás, teve que ser constituída Junta Administrativa, pelo TRT 14, em razão de estar recheado de irregularidades e de nulidades. Vide link: http://www.trt14.jus.br/news_b/-/asset_publisher/PF4r/content/decisao-do-trt-afasta-presidente-da-fiero-federacao-das-industrias-de-rondonia).
Na eleição SINSEMPRO/2012, mais da metade dos filiados deixaram de comparecer às eleições, atendendo ao convite da Chapa Humildade, Responsabilidade, Compromisso, por discordarem dessa trama articulada entre diretoria executiva, comissão eleitoral e a chapa "lutar sempre", num jogo de cartas marcadas, uma vergonha para todos os filiados do SINSEMPRO.
A questão, longe de estar pacificada, permanece sub judice e aguarda julgamento desse triste episódio que agora faz parte dos anais da história sindical do SINSEMPRO (para vergonha nossa).
Veja os vídeo realizados em Ji-Paraná e Presidente Médici, depois, caro leitor, tire as suas próprias conclusões: